25 de abr de 2017

Chico Alencar denuncia "Reforma" que irá precarizar o trabalho

Imagem extraída do site do deputado federal, Ivan Valente (PSOL-SP)



Foto – Dida Sampaio/Estadão Conteúdo


Sobre a turma do golpista RODRIGO (Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”) MAIA, & a lorota nada boa: “A CLT de 74 anos atrás já está caduca”;

Fonte: PSOL-RJ / Foto: Janine Moraes

O deputado federal, Chico Alencar (PSOL-RJ), denunciou, esclareceu, em 25/04/17:

“Ora, os dados são concretos: De 923 artigos da CLT, nada menos que 734 foram modificados, sendo que 23, da Constituição de 88 pra cá. Portanto, achar que a CLT caducou, na verdade o que se quer é facilitar a exploração do trabalhador, facilitar a contratação em condições desumanas, abrir o leque de possibilidades, no interesse do grande capital, e não, do trabalho.

Perguntem aqui, para aos trabalhadores da Comunicação, se eles acham que essas medidas todas são adequadas para melhorar as suas vidas. Provavelmente para os donos dos meios de Comunicação, e a mídia às vezes reflete a voz do dono, e não dos operosos jornalistas e trabalhadores da área, aí sim, pode ser que interesse.


Portanto, essa Câmara tem que votar naquilo que é interesse maior da população e certamente não é nem prioridade, nem justo se fazer o tipo de alteração que está aqui. Nosso voto é pelo debate, pela discussão, não pela pressa do governo, que está com medo da greve geral do dia 28”.

Minha filiação ao PSOL

Por Renato Zanata


“Esquerda tem generosidade, não é mais sinônimo de intolerância, de ditadura, de marxismo raso, de igualdade absoluta. Mas de justiça social, de participação, de direitos básicos respeitados”.

(Deputado Federal Chico Alencar (PSOL-RJ), pg 216, biografia: “Chico Alencar – Caminhos De Um Aprendiz”, de Pedro de Luna e Marcelo Movschowitz, Ilustre editora)


Três semanas atrás eu tentei, através de um post no Facebook, motivar e mobilizar niteroienses - de diferentes "bandeiras e credos" – mas igualmente indignados com as crises, moral e econômica que os últimos "governadores” impuseram ao Estado do Rio de Janeiro.


Adesões?

Somente algumas “curtidas” dos que pensam em caminhos e ações alinhadas com as quais sempre defendi, propaguei e coloquei em prática, sem precisar de um empurrãozinho de partido A, B ou C, e muito menos, de Central Sindical X ou Y.
Pude confirmar que a indignação do "tipo seletiva", estará sempre distante da perenidade.


A proposta que desenvolvi (projeto: Cidadania, do Papel ao Concreto), com alunos, colegas professores e direção do colégio HMS, em Maricá, região dos lagos-RJ, entre 1995 e 1996, surgiu de uma dentre as várias reuniões na casa de meu pai, quando tirávamos as noites de quinta-feira para abordar o kardecismo e São Francisco de Assis.


Agora, em abril de 2017, três semanas atrás, através de post no Facebook, busquei motivar e mobilizar niteroienses (de todas as "bandeiras") indignados com as crises, moral e econômica que os últimos "governadores” impuseram ao Estado do RJ. Uma manifestação na praia de Icaraí, às 10h do feriado de 01 de maio. Não deu liga!

Na última quinta-feira, 20/04, decidi então, por me juntar oficialmente aos que pensam, propõem, AGEM e resistem a partir das mesmas referências que me norteiam. Filiei-me ao PSOL. Não apenas para continuar confiando meu voto aos queridos, Chico Alencar, Marcelo Freixo e Flávio Serafini e outros importantes quadros do partido, mas também, para poder pensar e militar junto com a enorme turma boa que lá está, como por exemplo, o amigo, Gustavo Queiroz.


Renato Zanata Arnos, niteroiense; 50 anos, professor de História; jornalista; comentarista da Rádio Fluminense AM 540; trabalhou na TV Esporte Interativo; autor da biografia “Adílio, Camisa 8 da Nação”; coautor de “Sarriá 82 – o que faltou ao futebol-Arte?”; coautor de “América, Terreirão do Galo - análise tática do campeão da Libertadores 2013”; músico e idealizador de eventos em prol do Blues.


18 de abr de 2017

Planalto Leviatã - 21 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás


Planalto Leviatã
Por Renato Zanata Arnos

Texto de abril de 1996, editado em abril de 2017.

Deixaram nas estradas suas vozes a suplicar, que ao menos, como legado para seus filhos e como provas da barbárie, garantissem as vestes desencarnadas no vermelho chão.

Jurados, um a um, por delirantes capatazes, respaldados por sua excelência, o Coroné.
O mesmo dos prontos versos respaldados por um Planalto Leviatã, que um dia haverá de cair diante dos nossos herdeiros.

Portanto, deixemos as lágrimas, não é fácil a missão, para depois de novos plantios, em diferentes roças, e que estas estejam hoje, protegidas das raízes de todos os rancores e, principalmente, de outros verdugos.

*Dedicado aos familiares dos sem-terra mortos no “massacre de Eldorado dos Carajás”, no Pará.


5 de abr de 2017

"Alma Forte" - Homenagem a João Batista Petersen

No sábado (20/05), às 15h, aconteceu o lançamento do Núcleo Oceânico João Batista Petersen do PSOL Niterói. O encontro foi marcado pelo debate "Transoceânica e Mobilidade Urbana na Região Oceânica", e contou com a participação da urbanista Eloisa Freire, do deputado Flavio Serafini e de Renatão do Quilombo.


"ALMA FORTE" (de 1999, atualizado em 2017)

Por Renato Zanata, um militante socioambiental que constrói coletivamente o PSOL Niterói

A distribuição de renda continua péssima em Oreretama*.
E, mesmo que ecoem novas preces, a Câmara, impregnada de velhos vícios, se pronunciará amanhã, como agora, calada!
Sem culpa por ter perdido aquele que gritava sem falsetes na fuça de cada injustiça, e sem pudor por não contar mais com aquele que se indignava diante dos sofistas.
Uma Câmara despida da Alma Forte que estremecia a Corte e que se doava em causas da gente.
Gente que agora se doará para fazer falar de novo esta Senhora de mudez conivente.
(Renato Zanata Arnos)

*Oreretama - palavra tupinambá que significa: "Nossa Pátria"


João Batista Petersen Mendesnatural de Cambuci, interior do Estado do Rio de Janeiro (1948 - 1998), militante estudantil, advogado, promotor de justiça, e importante nome na defesa de causas ambientalistas e dos direitos humanos, foi eleito vereador, no município de Niterói, pelo Partido dos Trabalhadores, para um mandato de 1997/2000.

“O Promotor de justiça não deve ser o “escudeiro do Rei”, mas o soldado das causas justas.” 
(J.B. Petersen)

Arte como meio de enfrentar e denunciar adversidades e perversidades - Dario Fo é a referência

Sempre vi na Arte* um meio capaz de enfrentar e denunciar adversidades e perversidades, públicas ou civis. De ser uma ferramenta valiosa na luta por conquistas sociais concretas. Transformar uma adversidade em arte para melhor enfrenta-la e, por fim, usar a obra pretensamente acabada como combustível para enfraquecer ou remover um determinado obstáculo cotidiano.

Tal certeza se alimenta de lucidez quando me vem, como exemplo concreto, a ousadia do "Teatro de Dario Fo”.


*O mesmo, através do esporte.


Quem foi Dario Fo?

Autor, diretor e protagonista em mais de cem farsas e comédias apresentadas em todo o mundo, criador de inúmeros textos publicitários, músicas e monólogos, além de pintor, cenógrafo, figurinista e militante político.

Nascido na Itália (14/03/1926 - 13/10/2016), numa família de tradição antifascista, Dario Fo se notabilizava por agudas sátiras e críticas à burocracia da igreja católica, à corrupção, aos políticos e ao crime organizado.

Neste contexto de militância artística , Fo recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1997, por seus relatos de “Duendes da Idade Média, no desafio contra a autoridade”.


Um teatro que nunca se desvia da platéia e do contexto social que a pariu!