28 de jun de 2007

Refiro-me a Paulo Sisinno. Apelido: Heavy!

A primeira personalidade entrevistada pelo Nanquim Maldito, além de ser um guerreiro da causa heavy metal no Brasil, é um dos responsáveis pela minha ligação com a música e com a guitarra.
Consta no meu release a importância da rádio Fluminense, a MALDITA, em meu primeiro grande contato com o Blues, através dos primeiros clássicos do Celso Blues Boy. Só que, bem antes de tentar entender o Blues na prática, a paixão por tocar e ouvir Heavy Metal era inabalável.
A “Sexta 13”, primeira e única banda de Heavy da qual participei, tinha o costume de, aos sábados e domingos, só partir rumo aos ensaios no Clube Gragoatá, após ouvir o programa “Guitarras para o povo”. Um ritual de inspiração tão poderoso, que às vezes até me esquecia do horroroso pedal Sound que me aguardava ( Renato Zanata, músico).

Refiro-me a Paulo Sisinno. Apelido: Heavy!
Sisinno, no início dos anos 80, convidado pelo jornalista Luiz Antônio Mello, produziu na saudosa rádio Fluminense FM, a Maldita, o programa “Guitarras para o povo”, que ia ao ar, aos sábados e domingos, das 12 h às 13 h.

“(...)Paulo Sisinno surpreendeu. Foi uma das grandes descobertas da rádio(...)” ( Luiz Antônio Mello, jornalista ).

Entrevista

Nanquim:
- Como pintou a idéia de ir pela primeira vez lá nos estúdios da Maldita?
Na cara, coragem e desejo que a rádio tivesse uma programação de Heavy Metal?

PS: Exatamente! Como roqueiro inveterado, eu sentia falta de uma rádio que tocasse Rock em todas as suas vertentes, inclusive o Rock Pesado, um gênero ao mesmo tempo maldito e adorado!

Nanquim:
Quais as bandas de Heavy metal que você mais curtia na época e quais aquelas que permanecem entre as preferidas hoje?

PS: Como a imensa maioria dos roqueiros nos anos 70 inevitavelmente comecei a curtir Rock Pesado com Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath, que continuam sendo até hoje minhas bandas favoritas do gênero, ao lado de algumas mais recentes, como Motorhead e Iron Maiden, dos anos 80, Metallica, dos anos 90 e Dream Theater dos anos 2000.

Nanquim:
- Como bateu em você o convite feito pelo Luiz Antônio Mello para produzir o programa “Guitarras para o povo”?
- E as palavras do LAM que estão eternizadas no livro “A Onda Maldita”, quando ele diz:
“(...) Sisinno produziu o melhor e mais radical programa de Heavy Metal do rádio brasileiro (...)”
- Como é para você hoje, ler e ver registrado este elogio do LAM?

PS: - Eu já admirava o trabalho de Luiz Antônio Mello como jornalista e radialista antes de vir a conhecê-lo pessoalmente. Portanto, antes de ser meu amigo, ele já era uma espécie de ídolo para mim. O convite pra fazer o programa foi uma honra que encarei com muita responsabilidade, pois sempre achei que o Rock Pesado nunca tinha tido a devida divulgação e prestígio nas ondas do rádio, como eu tentei fazer com o meu programa.

Nanquim:
Hoje em dia com a Internet é bem mais fácil conseguir músicas e até discos inteiros de toda a discografia de um determinado artista. Até aí tudo bem.
Mas como era em meados da década de 80 conseguir sons raros de Heavy Metal para incluí-los no programa?

PS: - Era uma verdadeira aventura! Dependíamos quase que inteiramente de discos importados, pois as gravadoras brasileiras lançavam pouca coisa relevante e interessante em termos de rock pesado no mercado, até que a Fluminense FM Maldita e, modéstia à parte, o Programa Guitarras detonaram um boom que levou à valorização deste gênero em meados da década de 80. A partir daí, começou a haver uma valorização maior do Heavy Metal no mercado, com o lançamento de discos de muitas bandas novas que despontavam no mercado internacional, com o surgimento de boas bandas brasileiras (basta lembrar que o Sepultura surgiu nesta época e seu primeiro disco foi lançado no Guitarras) e com a inclusão de grandes nomes do Heavy Metal na primeira edição do Rock In Rio: Scorpions, AC/DC, Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Whitesnake...
Nanquim:
Você tinha apenas dezessete anos quando começou a produzir o programa “Guitarras para o povo” na Maldita, não é mesmo?
Como essa experiência orientou suas escolhas futuras em termos profissionais?

PS: - Desde a minha adolescência sempre me considerei um rebelde, no sentido de manter-me fiel aos meus princípios pessoais, independentemente das tendências da moda, do mercado, da moral tradicional e da orientação mercadológica do sistema capitalista. Continuo como sempre, sendo fiel a estes princípios, em termos profissionais, artísticos e filosóficos.

Nanquim:
- Paulo diz aí:
O Heavy Metal é ou já foi maldito?

PS: - O Heavy Metal nasceu maldito, como uma das vertentes mais combativas e radicais do Rock. Obviamente, isto se transformou ao longo do tempo, pois o sistema sempre tenta, e muitas vezes consegue, absorver e suavizar as manifestações artísticas mais críticas e de oposição ao establishment. Mesmo assim, até hoje, o gênero continua nos oferecendo artistas muito interessantes e radicais, que não se vendem em troca do sucesso fácil, e que conseguem provocar os conservadores, os alienados e os teleguiados da moda.

Nanquim:
- Que tipo de sons e artistas você curte mais hoje em dia?

PS: - Na verdade, eu adoro Rock, mas curto quase todos os gêneros musicais. Venho de uma família de forte tradição musical, meu avô era maestro, minha avó professora de música, meus tios tocam vários instrumentos e todos em casa amamos a música em geral. Meu espectro musical é muito amplo, ouço desde Música Erudita até Punk Rock, vou desde o Samba ao Jazz.
Só não suporto música comercial pasteurizada, tipo esta porcaria que chamam falsamente de música sertaneja, uma cópia mal feita de música caipira brega dos EUA, misturada com guarânias e boleros chinfrins. Música sertaneja de verdade é a de Elomar, Xangai, e outros que o povão desconhece totalmente.
É lamentável que o mercado e a mídia sejam tomados por gente sem talento, apadrinhada por trás dos panos e alguns artistas geniais (de todos os gêneros musicais) sobrevivam praticamente no ostracismo.
É difícil citar nomes, pois como eu disse, eu ouço de tudo. Alguns nomes atuais do Rock que fazem a minha cabeça são White Stripes, Strokes e Queens Of The Stone Age.

Nanquim:
- E no momento?
Em que área profissional você está atuando?
Quais as vontades futuras?

PS: - Na atualidade, desenvolvo minha paixão por textos trabalhando como tradutor. Fiz o concurso público da Radiobras, órgão do governo, para preenchimento de cargos na Rádio Nacional do Rio de Janeiro e passei em primeiro lugar para o cargo de Programador Musical. Estou esperando ser chamado para poder voltar a fazer uma das coisas que mais gosto na vida: divulgar boa música para o grande público através das ondas do rádio, privilegiando o talento, independentemente das tendências da moda e do mercado.

26 de jun de 2007

ALGUÉM VIU POR AÍ ?

Aproveitando que o “link” está na moda, vamos lá:

O Boi do Renan > A Propina do Roriz > O jovem garçom morto “nos Jardins” > Frases racistas escritas nos muros de uma UNIVERSIDADE gaúcha > O desfecho imbecil na ocupação da USP, quando os fantoches do PCO e do PSTU, agrediram jornalistas > Carnaval carioca sob suspeita >cinco jovens UNIVERSITÁRIOS escrotos e ricos da Barra e a doméstica Sirlei Dias > “Estupra, mas não mata” ( Maluf ) > “Pensamos que era uma prostituta” (os mesmos cinco jovens UNIVERSITÁRIOS, escrotos e ricos da Barra da Tijuca).

Ah...alguém VIU POR AÍ , OU PELO MENOS LÁ NA FRENTE DA DELEGACIA DA BARRA DA TIJUCA :

AS MÃES DE ACARI?

OS PAIS DO JOÃO HÉLIO?

O WAGNER MORAES?

OU PELO MENOS, O TICO SANTACRUZ?

ISSO, O TICO! ALGUÉM VIU?
O Senador Cáustico