13 de mai de 2018

Zélia Marques Magalhães, Presente!

Jornal "O Momento Feminino (RJ) - 1949


Neste Dia Das Mães 2018 , minha homenagem chega através de duas mulheres.
A primeira, Dona Maria Anselmo Marques, doméstica, pobre, que no final da década de 40 perdeu uma jovem filha que também seria mãe, mas que por exercitar constantemente a solidariedade, como em seu perene apoio aos presos políticos (e seus familiares) da Ditadura Vargas, pagou com a vida em seu último protagonismo como mulher de coragem inabalável.
Esta, minha segunda e principal homenageada, trata-se de uma mulher cuja curta, dura e corajosa história de vida vem, há 69 anos, estimulando as lutas de tantos companheiros e companheiras contra abusos de autoridade bancados por falsos democratas (político, polícia e imprensa)
Refiro-me a Zélia Marques Magalhães (Ubá, MG) 09/01/1923 - (DF, RJ) 16/11/1949
Funcionária pública federal, grávida, 26 anos, assassinada por um agente do DOPS no governo Dutra (general fã do nazifascismo), durante um dos #comícios contra seguidas medidas antidemocráticas enfiadas goela abaixo da sociedade brasileira mesmo após o fim do repressor Estado Novo de Getúlio Vargas. Começando pelo #golpe que colocou o STF no controle do país, até a cassação do PCB ( Guerra Fria, primeiros passos), arrocho salarial e renovados #ataques à Legalidade.
Enquanto enfrentava, no interior de um bonde que havia pego na Praça XV, os policiais que agrediam covardemente seu marido, o gráfico do jornal Tribuna Popular e militante #comunista, Aristeu Magalhães, um tiro atingiu a nuca de Zélia que ainda fora espancada enquanto esvaia em sangue. A valente filha de Dona Maria Anselmo veio a falecer logo que chegou ao `Pronto Socorro, vítima brutal que foi do hediondo #crime cometido pelo Estado.
Um caso, um exemplo, um contexto regido por seguidos atos ilegais chancelados por um Estado propagado como “democrático”, semelhante ao que estamos vivendo desde as manifestações de 2013, o que é bastante preocupante.

Jornal "O Momento Feminino" (RJ)


Revista "Fundamentos" (SP)

Jornal "O Momento Feminino" (RJ)


Fontes: Jornal "O Momento Feminino (RJ); Revista Fundamentos (SP) e "Dicionário Mulheres do Brasil: De 1500 até a atualidade", obra literária de Maria Aparecida Schumaher.

18 de mar de 2018

Marielle, um Presente. Talíria, Futuro



Marielle, um Presente. Talíria, Futuro.


Movido pela indignação com os que barganham tal covardia, é que hoje pela manhã, tentando transformar ira em poesia, para reerguer o meu espírito pelejador, pus no papel, a dor que sentia.

Se, é Cordel?

Não careço de certeza, de como lhe dar garantia, mas posso afirmar: é sobre a Mulher Valentia.

Marielle, um Presente!

Uma das vozes a contragosto de um intuito midiaticamente imposto, mas nunca exposto. Não acreditem. Lutemos para provar que um velho remédio amargo marcha paulatinamente para reassumir o paladar. As doses, cavalares. Posto isso, companheiros, a postos.

Já o odor, extra! Oficial? Certeza, porém, há também os da justiça à paisana. Ambos, lama. Tramas que não nos têm trazido paz, mas dor. Sangra. Solução? Polícia, Milícia, cada brasão puxando a brasa pros seus Rambos. Tramas, dor, ambos. Por isso, por favor, é natural sentir temor diante dos cúmplices, os compinchas do terror.

Agora mesmo é que precisaremos multiplicar uma turma que revele não abandonar um tanto de mentes, os que ontem demonstraram estar dispostos em seguir a luta com a #mariellepresente.

Pois, do tombo dela, o mesmo que a tornou onipresente, por ela e com ela, levantou foi gente!
E sabemos, contamos com uma de suas irmãs de labuta, de front, das que pautam seus cotidianos com justas lutas. Igualmente negra, batalhadora, educadora, com conteúdo e coragem para encarar, de frente, qualquer que seja o sórdido dono de retórica, truculência ou jura que impressione. Refiro-me a guerreira, e também vereadora, Talíria Petrone.


25 de abr de 2017

Chico Alencar denuncia "Reforma" que irá precarizar o trabalho

Imagem extraída do site do deputado federal, Ivan Valente (PSOL-SP)



Foto – Dida Sampaio/Estadão Conteúdo


Sobre a turma do golpista RODRIGO (Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”) MAIA, & a lorota nada boa: “A CLT de 74 anos atrás já está caduca”;

Fonte: PSOL-RJ / Foto: Janine Moraes

O deputado federal, Chico Alencar (PSOL-RJ), denunciou, esclareceu, em 25/04/17:

“Ora, os dados são concretos: De 923 artigos da CLT, nada menos que 734 foram modificados, sendo que 23, da Constituição de 88 pra cá. Portanto, achar que a CLT caducou, na verdade o que se quer é facilitar a exploração do trabalhador, facilitar a contratação em condições desumanas, abrir o leque de possibilidades, no interesse do grande capital, e não, do trabalho.

Perguntem aqui, para aos trabalhadores da Comunicação, se eles acham que essas medidas todas são adequadas para melhorar as suas vidas. Provavelmente para os donos dos meios de Comunicação, e a mídia às vezes reflete a voz do dono, e não dos operosos jornalistas e trabalhadores da área, aí sim, pode ser que interesse.


Portanto, essa Câmara tem que votar naquilo que é interesse maior da população e certamente não é nem prioridade, nem justo se fazer o tipo de alteração que está aqui. Nosso voto é pelo debate, pela discussão, não pela pressa do governo, que está com medo da greve geral do dia 28”.

Minha filiação ao PSOL

Por Renato Zanata


“Esquerda tem generosidade, não é mais sinônimo de intolerância, de ditadura, de marxismo raso, de igualdade absoluta. Mas de justiça social, de participação, de direitos básicos respeitados”.

(Deputado Federal Chico Alencar (PSOL-RJ), pg 216, biografia: “Chico Alencar – Caminhos De Um Aprendiz”, de Pedro de Luna e Marcelo Movschowitz, Ilustre editora)


Três semanas atrás eu tentei, através de um post no Facebook, motivar e mobilizar niteroienses - de diferentes "bandeiras e credos" – mas igualmente indignados com as crises, moral e econômica que os últimos "governadores” impuseram ao Estado do Rio de Janeiro.


Adesões?

Somente algumas “curtidas” dos que pensam em caminhos e ações alinhadas com as quais sempre defendi, propaguei e coloquei em prática, sem precisar de um empurrãozinho de partido A, B ou C, e muito menos, de Central Sindical X ou Y.
Pude confirmar que a indignação do "tipo seletiva", estará sempre distante da perenidade.


A proposta que desenvolvi (projeto: Cidadania, do Papel ao Concreto), com alunos, colegas professores e direção do colégio HMS, em Maricá, região dos lagos-RJ, entre 1995 e 1996, surgiu de uma dentre as várias reuniões na casa de meu pai, quando tirávamos as noites de quinta-feira para abordar o kardecismo e São Francisco de Assis.


Agora, em abril de 2017, três semanas atrás, através de post no Facebook, busquei motivar e mobilizar niteroienses (de todas as "bandeiras") indignados com as crises, moral e econômica que os últimos "governadores” impuseram ao Estado do RJ. Uma manifestação na praia de Icaraí, às 10h do feriado de 01 de maio. Não deu liga!

Na última quinta-feira, 20/04, decidi então, por me juntar oficialmente aos que pensam, propõem, AGEM e resistem a partir das mesmas referências que me norteiam. Filiei-me ao PSOL. Não apenas para continuar confiando meu voto aos queridos, Chico Alencar, Marcelo Freixo e Flávio Serafini e outros importantes quadros do partido, mas também, para poder pensar e militar junto com a enorme turma boa que lá está, como por exemplo, o amigo, Gustavo Queiroz.


Renato Zanata Arnos, niteroiense; 50 anos, professor de História; jornalista; comentarista da Rádio Fluminense AM 540; trabalhou na TV Esporte Interativo; autor da biografia “Adílio, Camisa 8 da Nação”; coautor de “Sarriá 82 – o que faltou ao futebol-Arte?”; coautor de “América, Terreirão do Galo - análise tática do campeão da Libertadores 2013”; músico e idealizador de eventos em prol do Blues.


18 de abr de 2017

Planalto Leviatã - 21 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás


Planalto Leviatã
Por Renato Zanata Arnos

Texto de abril de 1996, editado em abril de 2017.

Deixaram nas estradas suas vozes a suplicar, que ao menos, como legado para seus filhos e como provas da barbárie, garantissem as vestes desencarnadas no vermelho chão.

Jurados, um a um, por delirantes capatazes, respaldados por sua excelência, o Coroné.
O mesmo dos prontos versos respaldados por um Planalto Leviatã, que um dia haverá de cair diante dos nossos herdeiros.

Portanto, deixemos as lágrimas, não é fácil a missão, para depois de novos plantios, em diferentes roças, e que estas estejam hoje, protegidas das raízes de todos os rancores e, principalmente, de outros verdugos.

*Dedicado aos familiares dos sem-terra mortos no “massacre de Eldorado dos Carajás”, no Pará.